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Conforme referiu o governante, estes números indicam, de forma evidente, que os resultados alcançados pelos CFM, no exercício económico de 2017, foram positivos, tendo por isso pedido, aos quadros seniores desta empresa pública, a consolidação da sua robustez e competitividade nos mercados nacional e regional.


“Este desiderato dificilmente poderá ser atingido se não se registarem melhorias de alguns indicadores económicos e financeiros da empresa, registados em 2017”, garantiu o ministro, citando, a título de exemplo, a necessidade de os CFM serem mais eficientes na cobrança dos seus créditos que atingiram, durante o ano passado, perto de 60 milhões de dólares norte-americanos.
“A redução dos custos operacionais deve, outrossim, ser encarada como um indicador fundamental de gestão, sendo que, na componente do capital humano, auguramos melhorias na formação técnica do pessoal, com enfoque na especialização para a manutenção de infraestruturas e operação ferro-portuária”, acrescentou.
De uma forma global, Carlos Mesquita avançou que, ainda em 2017, o sector dos transportes e comunicações contribuiu em 4.3% para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional, tendo a empresa CFM comparticipado para este indicador.
No que se refere às perspectivas para o sector, aos quadros seniores dos CFM, Carlos Mesquita, recomendou para que se comprometam com o trabalho, por forma a atingirem as metas de produção pré-estabelecidas, mesmo com todas as adversidades que o País enfrenta.
“Só me sentirei confortável quando a nossa contribuição for de pelo menos 10%, exercendo os CFM um papel preponderante no alavancamento deste indicador”, desafiou Carlos Mesquita, lembrando aos presentes na sala que faltam, ainda, 10 meses para o fim do presente exercício económico, tempo que considerou mais do que suficiente para a execução e monitoria das actividades.
Intervindo também na sessão de abertura deste Conselho de Directores, o presidente do Conselho de Administração (PCA) dos CFM, Miguel Matabel, destacou, por sua vez, os resultados positivos alcançados pela empresa ao longo do ano 2017.
De acordo com Miguel Matabel, a nível do sistema ferroviário, os CFM transportaram cerca de 11 milhões de toneladas líquidas, contra cerca de 10 milhões transportadas em 2016. Ainda durante o ano passado, foram manuseadas cerca de 6.3 milhões de toneladas métricas contra 6.1 milhões de toneladas manuseadas em 2016, isto a nível do sistema portuário.
No que diz respeito aos principais indicadores de gestão económico-financeiros, o PCA dos CFM referiu que, como resultado da produção ferro-portuária gerada em 2017, o rácio de liquidez geral cresceu de 1.35 em 2016 para 2.39, “o que significa que a empresa está a altura de fazer face aos seus compromissos de curto prazo”.
“Estes resultados são os que nos animam e nos encorajam a redobrar o foco em investimentos para melhor aproveitarmos as oportunidades de negócios que se nos aparecem”, garantiu.
Importa referir que o Conselho de Directores dos CFM é um fórum que reúne todo o Conselho Directivo desta empresa, entre os quais membros do Conselho de Administração, gestores seniores, consultores, assessores e técnicos superiores. Tem por objectivo avaliar o desempenho destes quadros dos CFM, bem como definir, aperfeiçoar, adoptar novas práticas e estratégias de gestão da empresa, com vista a melhorar a sua produção e produtividade.