do canal de acesso, que passou de 11 para 14 metros de profundidade, permitindo o acesso àquela infraestrutura de navios de porte até 120 mil toneladas.
Iniciada no terceiro trimestre de 2015, a dragagem do canal de acesso ao Porto de Maputo custou 84.1 milhões de dólares norte-americanos e enquadra-se numa estratégia que irá não só permitir atingir a meta estabelecida de manusear 40 milhões de toneladas até 2020, mas terá ainda um efeito multiplicador sobre a economia moçambicana e regional.
O ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, manifestou-se, esta sexta-feira, em Maputo, no decurso da cerimónia, que marcou a conclusão da dragagem do canal de acesso ao Porto de Maputo, convicto de que o feito representa uma marca indelével para muitas e futuras gerações, pois o aprofundamento do canal permitirá que o porto manuseie maiores volumes de carga, aumentando significativamente a sua eficiência e competitividade.
“Temos consciência que este esforço de aprofundamento do canal de acesso só poderá lograr os objectivos preconizados se houver a devida correspondência, por parte dos operadores logísticos”, referiu o governante, exortando para que haja maior celeridade na reforma do sistema ferroviário para dar vazão aos volumes de carga que irão demandar o Porto de Maputo.
O sistema ferroviário, conforme sustentou Carlos Mesquita, é chamado a conquistar as cargas que são tradicionalmente ferroviárias, por forma a reverter o actual cenário em que a carga a granel tem vindo a ser transportada via rodoviária, atraindo intermináveis colunas de camiões que escalam o Porto de Maputo, causando os inevitáveis congestionamentos, entre outros aspectos negativos daí decorrentes.
Por sua vez, Osório Lucas, director executivo da MPDC-Companhia de Desenvolvimento do Porto de Maputo, indicou que a dragagem ao canal de acesso foi um sonho alimentado durante muito tempo, como um dos pilares fundamentais para a concretização da estratégia de transformar o Porto de Maputo numa infraestrutura capaz de manusear maiores volumes de carga.
“A diferença entre 11 e 14 metros no canal de entrada para o Porto de Maputo parece pouca, mas são esses três metros adicionais que hoje nos permitem afirmar, com orgulho, que somos um porto preparado para receber navios capsize”, frisou.
Osório Lucas contou que a operação de dragagem foi de grande envergadura e envolveu várias equipas de entidades diferentes, num trabalho contínuo de colaboração. “Durante sete meses – inicialmente estimados em 10 – os equipamentos da Jan de Nul operaram 24 horas no nosso canal, dragando quase 14 milhões e meio de metros cúbicos de sedimentos e material rochoso. A imagem da draga De Laperouse, iluminando a nossa baía, tornou-se uma constante no dia-a-dia dos maputenses. Outras duas dragas – uma delas a maior draga de corte do mundo – e diversos outros equipamentos de apoio estiveram envolvidos nesta operação”, concluiu.