Avaliada em USD 100.000.000 (Cem Milhões de Dólares Americanos), a reabilitação da linha férrea Cuamba/  Lichinga iniciou em Junho de 2014 e foram realizadas pela Mota - Engil, tendo absorvido cerca de 450 trabalhadores na época de pico dos trabalhos, em Setembro de 2016.

Os trabalhos realizados permitiram repor a infra – estrutura que já se encontrava intransitável, para além do aumento da capacidade instalada, passando dos anteriores 10 vagões máximos de carga geral para 40 vagões. A linha foi projectada para transportar um volume de carga na ordem de um milhão de toneladas. Um dos significativos indicadores é o aumento da velocidade na linha, facto que permite a redução do tempo de viagem dos anteriores três dias para apenas sete horas.

Falando na cerimónia de inauguração, o presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi destacou o impacto sócio económica da linha que servirá como âncora para alavancar o desenvolvimento da região norte, contribuindo para o escoamento da produção agrícola da província do Niassa, incrementando as trocas comerciais entre aquela província e o resto do país, dinamizando a deslocação de maior numero de pessoas através do transporte ferroviário de passageiros de Nampula- Cuamba - Lichinga e vice –versa, respondendo assim às necessidades da população da província do Niassa, residente ao longo da linha.

Em Dezembro próximo, a par dos comboios regulares de mercadorias, serão introduzidos comboios de passageiros (Cuamba - Lichinga e Cuamba - Entre Lagos), de modo a garantir o completo transporte de pessoas, bens e mercadorias de Lichinga para Cuamba, Nampula e Malawi.

Refira-se que a linha Cuamba/ Lichinga é parte integrante do sistema ferro – portuário de norte que está em processo de reabilitação, ampliação e modernização, tendo sido realizados, nos últimos três anos, importantes investimentos a saber:

  • Reabilitação de toda a linha do Norte, numa extensão de 610km;
  • Aquisição de 25 locomotivas, o que traduz num aumento de 8 para 33 locomotivas;
  • Aquisição de 225 novos vagões;
  • Conversão do sistema de freio dos vagões de vácuo para ar comprimido, o que permite formar composições mais longas e efectuar o transporte com maior eficiência;
  • Aquisição de 14 carruagens de passageiros;
  • Construção de uma gare de passageiros na estação de Nampula;
  • Reabilitação de 7 estações de passageiros;
  • Construção de 9 abrigos para passageiros em igual número de apeadeiros;
  • Construção de 287 novos colaboradores, entre outros investimentos.