Imprimir 

Igualmente, verifica-se um deficiente escoamento do tráfego, provocando congestionamento e consequente redução do número de viagens.

As causas desta triste realidade já estão devidamente identificadas, podendo ser resumidas em exiguidade das frotas dos operadores, deficiente ou saturação da rede viária das principais cidades; desajustamento da tarifa cobrada dos custos operacionais do transporte; assistência técnica dos meios circulantes; deficiente gestão, entre outras.A solução deste problema passa por implementar medidas com impacto imediato e outras mais estruturais que estão neste momento em prossecução.


Reforço da frota de autocarros
Para o aumento da disponibilidade e dos meios de transporte, tendo em conta as dificuldades financeiras que afligem os operadores públicos e privados, o Governo está a trabalhar no sentido de afectar mais meios de transporte aos operadores públicos e privados.
Para o ano de 2016, no quadro da implementação do Plano Económico Social (PES -2016) está prevista a aquisição de 213 unidades para o reforço das frotas do sector público e privado. Deste lote, 50 novos autocarros foram entregues ao Sector privado, no dia 29 de Janeiro último, num investimento avaliado em cerca de 375.180.000 meticais, dos quais o Estado comparticipa em 30% do custo total dos autocarro, devendo cada beneficiário restituir ao Estado os restantes 70%, num período de 4 anos. O custo dos autocarros inclui revisões programadas, seguro contra todos os riscos, entre outras garantias.
 
Refira-se que 2015,o Governo adquiriu 90 autocarros que foram alocados a operadores públicos de todas as capitais provinciais, incluindo a Cidade de Nacala. Com este investimento, registam-se algumas m3elhorias de oferta do transporte público urbano a escala nacional.

Intermodalidade
Outra medida estrutural que está a serprivilegiada é a utilização de vários modos de transporte, com particular enfoque para a combinação do transporte rodoviário e ferroviário, este último por se mostrar mais vantajoso na sua capacidade.
Assim, decorre um trabalho com vista a revitalização do transporte ferroviário no País. Em 2015, o transporte ferroviário de passageiros foi potenciado em mais meios circulantes, tendo chegado ao País, em dois lotes, 70 veículos ferroviários, dos quais 62 carruagens, 6 furgões e dois geradores, afectos aos sistemas ferroviários centro e sul. Em Outubro ultimoforam inauguradas 15 carruagens no sistema ferroviário sul e 14 para o sistema ferroviário centro. Em Dezembro, chegou o último lote de 41 veículos totalizando 70 veículos, todas já a operarem, havendo registo de melhorias da oferta deste tipo de transporte.

 
Entretanto decorrem trabalhos para o Estabelecimento do Sistema BRT – Bus RapidTransit, uma plataforma em fase conclusiva de negociação, que consiste na construção de vias exclusivas para o transporte público urbano. Está planificado o arranque das obras em Março de 2016 e a conclusão para 2018. A longo prazo, estuda-se a possibilidade de estabelecimento de um sistema de Metro de Superfície entre Maputo e Matola (numa primeira fase) numa extensão de aproximadamente 16 Km.

Faixas Dedicadas
Com vista a permitir maior fluidez e mobilidade dos transportes públicos de passageiros nas horas de ponta na cidade de Maputo, arranca , a partir do próximo dia 2 de Fevereiro, o Projecto Piloto de introdução das faixas de rodagem exclusivas nas principais vias de circulação das 05h30 às 08h30, no período da manhã, e das 15h30 às 19h00, no período da tarde.
Este projecto, concebido pelo Ministério dos Transportes e Comunicações e o Conselho Municipal de Maputo, condicionará o tráfego no corredor Zimpeto-Baixa-Museu para permitir a circulação dos transportes públicos de passageiros, que terão as faixas devidamente sinalizadas durante os períodos acima mencionados.
 

Neste sentido, na avenida de Moçambique, no troço compreendido entre a Missão Roque e antiga Brigada Montada, a faixa esquerda passará a ser dedicada exclusivamente ao transporte público de passageiros, devendo o mesmo acontecer nas avenidas da Organização da Unidade Africana, 24 de Julho e Guerra Popular.
Na avenida da Organização da Unidade Africana, a faixa exclusiva funcionará entre o Hospital Geral José Macamo e a Praça 16 de Junho. Na avenida 24 de Julho será entre a Praça 16 de Junho e o Museu. Já na avenida Guerra Popular, a medida será implementada entre a intersecção com a 24 de Julho e a antiga Fábrica de Cervejas Laurentina.
Importa realçar que a introdução desta medida será acompanhada com a entrada em funcionamento de parte dos 100 autocarros adquiridos numa parceria público-privada entre o Ministério dos Transportes e Comunicações, por via do Fundo de Desenvolvimento dos Transportes e Comunicações, e o Sector privado, a serem geridos por operadores privados.