Intervindo, na abertura do seminário, o Ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, referiu que “a contribuição das concessionárias nas receitas públicas, apesar de continuar a ser um grande desafio da actualidade, apraz-nos constatar que tem vindo a crescer, nos últimos anos, com as concessionárias a melhorarem a sua performance nestas matérias, como resultado dos compromissos estabelecidos nos respectivos contratos de concessão”.
Relatativamente aos benéficios decorrentes das concessões, Carlos Mesquita destacou o grande legado de infraestruturas de que o País dispõe hoje: “A sua edificação, sem parceria privada, poderia ter ocorrido a rítmos bastante lentos, se tomarmos em linha de conta o grau de devastação que as infraestruturas do sector sofreram com a guerra dos 16 anos, para além das facilidades de penetração nos mercados globais e mundial, que conheceu um bom rítmo dadas as parcerias estabelecidas”, frisou.
Num outro desenvolvimento, o governante reconheceu que esta reflexão ocorre numa altura em que o País está a braços com a necessidade de atracção e retenção de divisas.
”Assim, as nossas reflexões devem ter em conta o papel estratégico que os portos e as linhas férreas representam nesta matéria, pois um porto é a janela do País para o mundo e por isso a solução do País para problemas globais como é a captação de divisas”, realçou Carlos Mesquita.


Carlos Mesquita, Ministro dos Transportes e Comunicações na abertura do evento

Numa exaustiva apresentação sobre o sector ferro-portuário em Moçambique, o antigo ministro dos Transportes e Comunicações, Tomaz Salomão, disse que para delinear novas estratégias é necessário recuar no tempo, analisar o presente e daí projectar o futuro de maneira adequada, por forma a apoiar as instituições, o Governo, as empresas públicas e os reguladores a realizarem as suas funções.
Por decisão do Governo, depois da assinatura dos Acordos de Paz, conforme indicou Tomaz Salomão, foi desenhado um instrumento chamado o Plano de Reconstrucao Nacional, que incluia o sector ferro-portuário.
“Basicamente, este Plano era decorrente daquilo que eram as pressões que o País vivia, na altura, resultantes do cenário de guerra que assolou o País. Era preciso, no essencial, voltar a construir o tecido social do País e para que isso acontecesse, o ponto de partida, era a desminagem”, concluiu.


Participaram no evento, quadros seniores do Sector, a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, Concessionárias dos Portos de Maputo, Beira e Nacala, concessionária da linha de Nacala, entre outros operadores com interesse no sistema ferroviário. Para capitalizar as experiência de Governação, foram convidados e participaram os Ex - Ministros dos Transportes e Comunicações, nomeadamente o Dr. Tomaz Augusto Salomão, Eng. Paulo Francisco Zucula e o Dr. Gabriel Serafim Muthisse.