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O Governo moçambicano prevê cobrir, até ao final do presente ano mais 30 localidades com os serviços de telefonia móvel, o que vai permitir o acesso ao serviço de telecomunicações a mais de 420 mil habitantes das zonas abrangidas.

Esta meta, anunciada na terça-feira, 4 de Maio, pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, enquadra-se no âmbito da expansão da rede de telecomunicações, que resultou, desde o início do presente quinquénio, na cobertura de mais 276 novas localidades, proporcionando acesso à telefonia móvel a cerca de dois milhões de habitantes.

Para além da expansão da rede de telecomunicações, o Governo implementou, durante o quinquénio prestes a findar, projectos estratégicos de massificação do uso das tecnologias de informação e comunicação (TIC), tais como o processo de migração da radiodifusão analógica para digital, o projecto de televisão via satélite para 500 aldeias moçambicanas, o projecto “Praças Digitais”, bem como a construção de centros multimédia comunitários, entre outros.

De acordo com Carlos Mesquita, que falava na abertura do XXVII Fórum AICEP das Comunicações Lusófonas, não obstante estes avanços, ainda persistem desafios, sendo um deles a promoção da inovação e melhoria da qualidade dos serviços das comunicações prestados pelos operadores.

“O alargamento do acesso das TIC às comunidades das zonas rurais ao menor custo possível, o aumento da competitividade das organizações do País, num mercado cada vez mais global e competitivo, a adaptação da regulação das comunicações para um ambiente em constante mudança, caracterizado pela integração tecnológica e de serviços, o reforço da segurança cibernética, entre outras matérias, constituem desafios que precisamos de ultrapassar como País e como uma comunidade”, disse o dirigente.

Na ocasião, Carlos Mesquita defendeu que o Estado deve continuar a criar um ambiente favorável para uma concorrência sã e promover a inovação para fazer face às novas tendências e exigências dos utilizadores das telecomunicações.  

“Este fórum é a plataforma apropriada para a concertação de esforços para o sucesso da nossa missão de colocar as comunicações ao serviço do desenvolvimento da economia e das nossas comunidades”, frisou o ministro dos Transportes e Comunicações, dirigindo-se aos delegados do fórum, provenientes de todos os países membros da AICEP-Associação Internacional das Comunicações de Expressão Portuguesa.

Por seu turno, o presidente da AICEP, João Santana, referiu-se à necessidade de os países e a organizações estarem atentos aos desafios impostos pela inovação tecnológica, que, para si, “é um processo inadiável e inevitável”.

“Esta transformação digital cria também novos desafios e requer uma capacidade de antecipação e de agilidade sem precedentes nas nossas organizações. O ritmo da mudança e da transformação nunca foi tão elevado e o sector das comunicações desenvolve-se a um ritmo nunca antes visto”, sublinhou João Santana.

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